O Várzea Grande Shopping ingressou na Justiça com uma ação de despejo contra a empresa responsável pela loja Brothers, alegando inadimplência contratual e solicitando a retomada do espaço comercial ocupado pela marca no empreendimento.
Além da ação de despejo, o shopping também protocolou dois processos de execução para cobrar aluguéis, encargos e demais despesas que estariam em atraso. Somados, os débitos originais alcançam R$ 206,8 mil. Com atualização monetária, juros, multa contratual e honorários advocatícios, o valor cobrado judicialmente chega a R$ 258,9 mil.
O caso ganhou destaque após a divulgação, em maio deste ano, da entrada do empresário Carlos Wizard como sócio da Brothers. Apesar da repercussão, ele não figura entre os réus das ações judiciais. Os processos são movidos contra a empresa Jefferson Melo Guimarães Eireli-ME e, em uma das execuções, também contra o fiador do contrato.
De acordo com os autos, a locação da loja foi formalizada em julho de 2015 para funcionamento de um estabelecimento voltado à venda de vestuário masculino. O contrato, inicialmente firmado por cinco anos, foi prorrogado e passou a vigorar por prazo indeterminado.
Na ação de despejo, o shopping afirma que notificou a empresa para desocupar o imóvel em fevereiro de 2026, concedendo prazo de 30 dias para a saída voluntária. Segundo a administração do empreendimento, a notificação não foi atendida e a empresa permaneceu no local.
O shopping sustenta ainda que buscou uma solução amigável antes de recorrer ao Judiciário. No processo, pede autorização para retomar imediatamente a posse do imóvel, além da retirada dos bens existentes na loja.
Paralelamente, as ações de execução buscam a recuperação dos valores considerados em atraso. Uma delas refere-se a débitos acumulados entre setembro de 2023 e novembro de 2025. A outra envolve cobranças posteriores, a partir de dezembro de 2025.
Nos processos, o shopping argumenta que o contrato de locação possui força de título executivo extrajudicial, permitindo a cobrança direta dos valores e eventual penhora de bens em caso de não pagamento.
As ações tramitam na Justiça de Várzea Grande e ainda aguardam decisão definitiva sobre os pedidos de despejo e cobrança.
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