Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta quinta-feira (25) tem como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro em Mato Grosso e outros estados do país. As ações ocorreram simultaneamente em municípios mato-grossenses e também em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas e inseri-los no sistema financeiro formal por meio de empresas e atividades comerciais aparentemente legais.
Entre os principais alvos estão três líderes apontados como responsáveis pela coordenação das ações da facção e pela administração dos recursos financeiros obtidos com atividades ilícitas. Ao todo, 31 pessoas físicas e duas empresas são investigadas por suspeita de envolvimento direto ou indireto no esquema.
As diligências foram realizadas em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Cláudia. Também houve cumprimento de ordens judiciais nos estados de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, um supermercado localizado em Cláudia está entre os estabelecimentos investigados. A suspeita é de que a empresa tenha sido utilizada para dar aparência de legalidade ao dinheiro oriundo do tráfico de drogas, permitindo a circulação dos recursos dentro do sistema financeiro sem levantar suspeitas.
Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de prisão, 19 mandados de busca e apreensão e outras 58 medidas cautelares determinadas pela Justiça. As ordens judiciais incluem ações voltadas ao bloqueio de contas bancárias, rastreamento patrimonial e aprofundamento das investigações financeiras.
As apurações indicam ainda que parte dos valores arrecadados com a comercialização de entorpecentes em Mato Grosso era transferida para integrantes da organização criminosa no Rio de Janeiro, revelando uma estrutura interestadual de movimentação de recursos.
A Polícia Civil informou que o objetivo da operação é desarticular o núcleo financeiro da facção, interrompendo o fluxo de recursos que sustenta as atividades criminosas e ampliando a identificação de pessoas e empresas ligadas ao esquema.
As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.



















