facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png twitter-icon-color.png youtube-icon-color.png
Nova Mutum, 06 de Agosto de 2026
icon-weather

Variedades Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 15:47 - A | A

Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 15h:47 - A | A

Tradição

Como nasceram a mojica, a farofa de banana e a Maria Isabel: os sabores que contam a história de Mato Grosso

Por Redação Destac MT

Imagem gerada por IA

A culinária de Mato Grosso é resultado do encontro entre diferentes culturas. Povos indígenas, bandeirantes, tropeiros, africanos e migrantes de várias regiões do Brasil contribuíram para formar uma gastronomia marcada por ingredientes regionais e receitas que atravessaram gerações.

Entre os pratos mais tradicionais estão a mojica de pintado, a Maria Isabel e a farofa de banana, três receitas que ajudam a contar a história e a identidade cultural do estado.

Mojica: herança indígena às margens dos rios

A mojica é considerada um dos pratos mais antigos da culinária mato-grossense. Sua origem remonta aos povos indígenas que habitavam as margens dos rios da região muito antes da chegada dos colonizadores.

O nome tem origem na palavra indígena "moqueca" ou "mojica", utilizada para designar ensopados preparados com peixe. A receita ganhou novas versões ao longo dos séculos, incorporando ingredientes trazidos pelos colonizadores, como mandioca, cebola, alho e temperos.

Tradicionalmente preparada com pintado ou outro peixe de couro, a mojica combina caldo espesso, mandioca cozida e cheiro-verde, tornando-se presença garantida em festas, restaurantes e almoços de família.

Além do sabor, o prato representa a forte ligação de Mato Grosso com seus rios e com a pesca artesanal.

Maria Isabel: o arroz dos tropeiros

Outro clássico da culinária estadual é a Maria Isabel.

A origem da receita é cercada por diferentes versões, mas a mais conhecida remonta ao período das tropas que cruzavam o interior do Brasil transportando mercadorias.

Os tropeiros precisavam de refeições rápidas, nutritivas e preparadas em uma única panela. Assim surgiu a combinação de arroz com carne-seca desfiada, prática, resistente ao transporte e rica em energia.

O curioso nome "Maria Isabel" também possui diferentes explicações. Uma delas diz que a receita teria sido criada por uma cozinheira chamada Maria Isabel. Outra versão aponta que o prato teria recebido esse nome em homenagem à filha de um fazendeiro da época.

Independentemente da verdadeira origem, a receita tornou-se símbolo da culinária mato-grossense e costuma ser servida acompanhada de farofa de banana, paçoca de pilão ou vinagrete.

Farofa de banana: simplicidade que virou tradição

Poucos acompanhamentos representam tanto Mato Grosso quanto a farofa de banana.

Sua criação está ligada à abundância de bananas produzidas na região e ao costume indígena de utilizar a mandioca como base da alimentação.

Ao longo dos anos, famílias passaram a misturar farinha de mandioca torrada com banana madura, manteiga, cebola e, em algumas receitas, bacon ou carne seca.

O contraste entre o doce da fruta e o sabor da farinha conquistou moradores e visitantes, tornando a farofa um acompanhamento quase obrigatório para peixes, churrascos e pratos típicos do estado.

Hoje, cada família possui sua própria receita, mas a essência permanece a mesma: aproveitar ingredientes simples para criar um prato cheio de identidade.

Patrimônio cultural à mesa

Mais do que receitas tradicionais, a mojica, a Maria Isabel e a farofa de banana representam parte da história de Mato Grosso.

Os pratos refletem a influência dos povos originários, a adaptação dos colonizadores às riquezas naturais da região e os costumes preservados pelas famílias ao longo de gerações.

Atualmente, essas receitas seguem presentes em festivais gastronômicos, restaurantes típicos e celebrações culturais, mantendo viva uma tradição que faz da culinária mato-grossense uma das mais autênticas do país.

ACOMPANHE TAMBÉM NOSSO CANAL OFICIAL

CLIQUE AQUI E SIGA NO INSTAGRAN 

 

Comente esta notícia