O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), e o deputado federal e pré-candidato a vice-governador, Fábio Garcia (União Brasil), se manifestaram nesta quinta-feira (6) após a deflagração da operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades no acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
Em vídeos e publicações nas redes sociais, ambos negaram qualquer prática ilegal e contestaram as informações relacionadas à investigação.
Mauro Mendes afirmou que a operação possui motivação política e teria sido provocada por adversários com o objetivo de prejudicar sua candidatura nas eleições de 2026. Segundo ele, a diligência realizada em sua residência teve apenas a finalidade de recolher seu passaporte.
O ex-governador explicou que a investigação trata do acordo firmado entre o Governo do Estado e a Oi para encerrar uma disputa judicial envolvendo valores bloqueados desde 2009. De acordo com Mendes, após decisão judicial que reconhecia à empresa o direito de receber cerca de R$ 580 milhões, a Procuradoria-Geral do Estado negociou um acordo para o pagamento de R$ 308 milhões.
Ainda conforme o ex-governador, o entendimento foi homologado pela Justiça e considerado legal pelos órgãos de controle. Mendes também afirmou que os recursos pagos à empresa não possuem qualquer ligação com ele ou seus familiares.
Durante a manifestação, Mauro Mendes atribuiu a origem da investigação às denúncias apresentadas pela deputada estadual Janaína Riva (MDB) e pelo ex-governador Pedro Taques. Segundo ele, ambos construíram uma narrativa falsa que resultou na abertura da apuração.
Já o deputado federal Fábio Garcia negou qualquer participação nos fatos investigados e afirmou que não foi alvo de mandado de busca e apreensão, rebatendo informações divulgadas após o início da operação.
Garcia também declarou que o acordo envolvendo a Oi nunca passou pela Casa Civil durante o período em que esteve à frente da secretaria, ressaltando que o assunto não era de competência da pasta.
"Não há um ato sequer meu neste processo", afirmou.
O parlamentar ainda negou possuir qualquer vínculo com fundos mencionados nas investigações, afirmando que nunca foi acionista ou quotista de qualquer deles.
Ao encerrar a manifestação, Fábio Garcia classificou as acusações como falsas e disse que pretende esclarecer todos os fatos.
"Pouco a pouco vamos desmontando cada mentira e mostrando a verdade", declarou.
A Polícia Federal apura possíveis irregularidades relacionadas ao acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi.
As investigações seguem em andamento, e os fatos ainda serão analisados no curso do processo.
Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as suspeitas investigadas.
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