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Política Terça-feira, 25 de Agosto de 2026, 18:50 - A | A

Terça-feira, 25 de Agosto de 2026, 18h:50 - A | A

acusação é “caluniosa”

Hugo Garcia nega irregularidades investigadas em instituto e diz que acusação é caluniosa

O candidato a deputado estadual foi alvo de busca e apreensão na Operação Mandato Espúrio; Hugo disse que advogados vão provar que acusação é “caluniosa”

Da Redação Destac MT

Reprodução

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O candidato a deputado estadual Hugo Garcia (PSDB), que já presidiu o Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT), afirmou nesta terça-feira (25) que não cometeu as irregularidades investigadas pela Polícia Civil. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a Operação Mandato Espúrio.

A investigação apura movimentações financeiras consideradas suspeitas dentro do instituto, que, segundo a Polícia Civil, ultrapassam R$ 1 milhão. Hugo classificou a acusação como injusta e disse que seus advogados trabalham para esclarecer os fatos.

Em um vídeo publicado nas redes sociais depois da operação, o candidato afirmou que não teria motivos para cometer qualquer irregularidade e declarou que tem ligação com a instituição.

“Pode ter certeza que eu não fiz nada disso que estou sendo acusado, não preciso disso, e eu amo demais essa instituição que eu ajudei a levantar”, disse.

Hugo também afirmou que foi alvo de uma acusação que considera caluniosa e disse acreditar que o andamento das investigações vai esclarecer sua situação.

“Fui alvo de uma busca e apreensão por uma acusação injusta. O tempo vai mostrar isso. Meus advogados estão trabalhando para mostrar que isso foi uma acusação caluniosa”, afirmou.

O que a polícia investiga

Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, uma das movimentações analisadas chega a aproximadamente R$ 774 mil. O valor teria sido transferido para uma conta pessoal e para uma empresa ligada ao então diretor executivo do Imafir-MT.

A polícia também apura uma transferência de R$ 270 mil que teria como destino um escritório de advocacia.

As movimentações fazem parte da investigação que levou à deflagração da operação nesta terça-feira.

Hugo negou qualquer participação nas irregularidades e afirmou que o caso ocorre em meio ao período eleitoral. Mesmo após ser alvo da operação, declarou que pretende continuar na disputa.

“Para cima, moçada. A política está aí e a política faz parte, é assim mesmo. Só aguenta os fortes”, declarou.

PSDB analisa candidatura

O caso também deverá ser discutido internamente pelo PSDB. O presidente estadual do partido, deputado Carlos Avallone, afirmou que a operação causa preocupação e que a legenda vai avaliar a situação de Hugo.

Segundo Avallone, ainda não foi possível conversar com o candidato. Antes de definir qualquer medida, o partido pretende ouvir a direção estadual, os demais candidatos e a defesa de Hugo.

A possibilidade de substituição do candidato não foi descartada. Avallone, porém, afirmou que qualquer decisão dependerá da análise jurídica e dos desdobramentos da investigação.

“Eu não posso dizer que vai haver uma substituição, porque nós vamos primeiro ouvir, vamos ver qual é a dimensão dessa operação e o que ela implica na posição de ser ou não ser deputado, para a gente poder tomar uma decisão”, explicou.

Veja vídeo

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