Dados levantados pelo Corpo de Bombeiros apontam que os acidentes envolvendo motociclistas continuam sendo os mais registrados em Nova Mutum, município localizado a cerca de 242 quilômetros de Cuiabá.
A avaliação foi apresentada pelo adjunto da 5ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (CIBM), Alex Costa.
Segundo o militar, o número de ocorrências atendidas no primeiro semestre de 2026 permanece semelhante ao registrado no mesmo período do ano passado, mesmo com o crescimento populacional e a expansão urbana do município.
"Os acidentes com motociclistas ainda lideram os atendimentos realizados pela unidade. Na maioria dos casos, são quedas provocadas por excesso de velocidade ou desrespeito às normas de trânsito", afirmou.
De acordo com Alex Costa, a estabilidade nos índices pode estar relacionada às campanhas de conscientização promovidas nos últimos meses.
Entre as ações desenvolvidas, estão atividades educativas voltadas à segurança no trânsito e ao uso correto de veículos elétricos e autopropelidos, como bicicletas e motos elétricas, que têm ganhado espaço nas vias da cidade.
O bombeiro ressaltou que a prudência dos condutores é essencial para reduzir o número de acidentes.
"Um pequeno momento de distração pode resultar em consequências definitivas para várias pessoas. É fundamental respeitar as leis de trânsito, evitar dirigir após consumir bebida alcoólica e manter atenção constante", alertou.
Em casos de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193, disponível 24 horas por dia.
MOTOCICLISTA DEFENDE MAIS ORIENTAÇÃO PARA USUÁRIOS DE VEÍCULOS ELÉTRICOS
Morador de Nova Mutum, o bancário e motociclista Vanderlei de Quadros avalia que a falta de orientação tem contribuído para aumentar os riscos envolvendo veículos elétricos nas ruas da cidade.
Segundo ele, muitos usuários desses equipamentos desconhecem as regras de trânsito e acabam adotando comportamentos que colocam em risco a própria segurança e a de outros condutores.
"Grande parte dessas pessoas não tem noção das leis, dos cuidados e da responsabilidade que o trânsito exige. Muitos acreditam que podem circular em qualquer lugar sem observar as regras", afirmou.
Vanderlei defende que órgãos públicos e entidades ligadas ao trânsito ampliem as ações educativas voltadas aos usuários de bicicletas e motos elétricas.
Para ele, a velocidade alcançada por alguns desses veículos também preocupa, especialmente pela falta de equipamentos de proteção adequados.
"Eles conseguem atingir velocidades parecidas com as de uma motocicleta, mas muitos circulam sem a mesma estrutura de segurança. É uma situação que precisa ser trabalhada para evitar acidentes", destacou.
Experiente no trânsito sobre duas rodas, Vanderlei contou que sofreu uma queda quando começou a pilotar, mas sem ferimentos graves. Desde então, adotou uma postura defensiva e busca orientar amigos e familiares.
"A moto não é perigosa. Perigosa é a atitude de quem conduz. Eu sempre digo que o motociclista deve agir como se não tivesse preferência, porque em qualquer acidente ele acaba sendo o mais vulnerável", concluiu.
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