O número de mortes por meningite em Mato Grosso subiu para nove em 2026, conforme dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) nesta terça-feira (9).
O aumento foi registrado após a inclusão no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) da morte do bebê Thauan da Silva Moreira, de 3 meses, ocorrida em Tangará da Serra.
Além dos óbitos, o estado já contabiliza 55 casos confirmados da doença neste ano. O total chama a atenção por superar, em apenas alguns meses, os registros observados nos dois anos anteriores.
Em 2024, foram confirmados 18 casos de meningite em Mato Grosso. Já em 2025, o número chegou a 25.
Apesar do avanço das notificações, a Secretaria de Saúde informou que não há, até o momento, indicativo de surto. Segundo a pasta, os casos continuam sendo acompanhados pela Vigilância Epidemiológica em parceria com os municípios, Escritórios Regionais de Saúde e unidades de atendimento.
Faixas etárias mais afetadas
Os dados apontam que as mortes estão distribuídas em diferentes grupos de idade, com maior concentração entre crianças de 5 a 9 anos e adultos de 35 a 59 anos.
Óbitos por faixa etária:
5 a 9 anos: 2 mortes;
10 a 14 anos: 1 morte;
20 a 34 anos: 1 morte;
35 a 49 anos: 2 mortes;
50 a 59 anos: 2 mortes;
60 anos ou mais: 1 morte.
Municípios com registros de mortes
Entre as cidades mato-grossenses, Sorriso e Sinop lideram o número de óbitos relacionados à doença, com duas ocorrências cada.
Mortes por município:
Sorriso: 2;
Sinop: 2;
Cuiabá: 1;
Juscimeira: 1;
Vila Bela da Santíssima Trindade: 1;
Tangará da Serra: 1;
Glória D'Oeste: 1.
Vacinação é principal forma de prevenção
A SES reforça que a imunização continua sendo a medida mais eficaz para prevenir a meningite. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a população tem acesso gratuito a vacinas que oferecem proteção contra diferentes agentes causadores da doença.
Entre os imunizantes disponíveis estão as vacinas BCG, meningocócica C, meningocócica ACWY, pneumocócicas e pentavalente, aplicadas conforme a idade e os grupos recomendados.
Já a vacina contra a meningite meningocócica do tipo B não faz parte do calendário nacional de vacinação e está disponível apenas na rede privada, com custo aproximado de R$ 800 por dose.
Sintomas exigem atendimento rápido
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos.
Os principais sintomas incluem:
febre alta;
dor de cabeça intensa;
vômitos;
rigidez na nuca;
sonolência excessiva;
irritabilidade;
confusão mental;
sensibilidade à luz;
manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele;
convulsões.
Em bebês e crianças pequenas, também podem ocorrer choro persistente, dificuldade para se alimentar e irritabilidade intensa.
A recomendação é procurar atendimento médico imediatamente diante de qualquer suspeita da doença e evitar a automedicação.
Doença pode evoluir rapidamente
De acordo com o Ministério da Saúde, a meningite é considerada endêmica no Brasil, o que significa que casos da doença são registrados durante todo o ano. Ainda assim, surtos e epidemias podem ocorrer em determinadas circunstâncias.
As formas bacterianas costumam apresentar maior gravidade e são mais frequentes nos períodos de outono e inverno. Sem tratamento adequado, a doença pode provocar sequelas permanentes e até levar à morte.
Diante do aumento dos registros em Mato Grosso, a Secretaria Estadual de Saúde orienta pais e responsáveis a manterem a vacinação em dia e a ficarem atentos aos sinais e sintomas da doença.
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