Um servidor do Instituto Médico Legal (IML) foi preso nesta segunda-feira (9) suspeito de utilizar o celular de um homem morto para transferir R$ 7 mil via Pix para a própria conta bancária. De acordo com a investigação, após a transação, ele ainda teria danificado o aparelho para dificultar a apuração do caso.
O caso foi registrado em Santos (SP). O suspeito, identificado como Daniel Nathan Ribeiro, de 36 anos, foi alvo de um mandado de prisão preventiva cumprido pela Corregedoria da Polícia Civil. Ele é investigado pelos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios.
Segundo a Polícia Civil, a viúva da vítima procurou o 3º Distrito Policial da cidade no dia 24 de maio para registrar um boletim de ocorrência.
O marido dela havia sido encontrado morto dias antes na Avenida Mário Covas, e o corpo foi encaminhado ao IML.
Ao iniciar os procedimentos para encerrar a conta bancária do companheiro, a mulher identificou uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil.
Conforme a investigação, o dinheiro foi enviado para uma conta registrada em nome do servidor do instituto. A movimentação ocorreu após o óbito já constar oficialmente nos registros.
A viúva também relatou que o celular do marido foi devolvido com a tela quebrada e que conversas recentes haviam sido apagadas.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os elementos reunidos durante a apuração indicam que o investigado teria utilizado o aparelho da vítima para realizar a transferência bancária e, posteriormente, danificado o celular para eliminar possíveis provas do crime.
Em nota, a SSP informou que não compactua com desvios de conduta praticados por seus agentes e afirmou que adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis contra o servidor.
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