Hoje, 8 de outubro, é dia de celebrar um povo que deixou sua terra natal para ajudar a construir histórias por todos os cantos deste imenso Brasil.
É Dia do Nordestino. É dia de lembrar daqueles que carregam no sangue a força do sertão, no coração a saudade da terra querida e no sorriso a alegria que nenhuma distância consegue apagar.
De norte a sul, de leste a oeste, o Nordeste viajou com seu povo.
Chegou às grandes cidades, às pequenas comunidades, às fazendas, às empresas, às obras, ao comércio e também às nossas cidades mato-grossenses. Chegou a Nova Mutum, a Cuiabá, a Sinop, a Sorriso, a Colíder e a tantos outros municípios onde famílias nordestinas ajudaram — e continuam ajudando — a escrever a história de Mato Grosso.
São baianos, cearenses, pernambucanos, paraibanos, piauienses, maranhenses, alagoanos, sergipanos e potiguares que trouxeram consigo muito mais do que malas e sonhos.
Trouxeram receitas de família, sotaques, histórias, fé, música, coragem, trabalho e uma cultura que hoje faz parte da identidade de todo o Brasil.
O nordestino tem esse jeito especial de transformar saudade em poesia, dificuldade em esperança e simplicidade em riqueza.
É o povo do forró, do baião, do repente, do cordel, da sanfona, da zabumba e do triângulo. É o povo da tapioca, do cuscuz, da carne de sol, da rapadura e de tantos sabores que atravessaram fronteiras.
Mas é também o povo de grandes nomes da nossa história, da literatura, da música, da política, das artes e da cultura popular.
É a voz de Luiz Gonzaga, a poesia de Patativa do Assaré, a literatura de Ariano Suassuna, a música de tantos artistas que fizeram do Nordeste uma das maiores expressões da alma brasileira.
A data de 8 de outubro foi instituída no calendário da cidade de São Paulo em 2009 e se consolidou como uma homenagem às raízes, à cultura e à contribuição do povo nordestino para o país.
E, embora a homenagem tenha nascido longe do Nordeste, seu significado ultrapassou fronteiras.
Hoje, ela pertence a todos nós.
Em Nova Mutum, em Mato Grosso e em cada cidade brasileira onde existe um nordestino trabalhando, empreendendo, criando seus filhos e ajudando a construir um futuro melhor, existe também um pedacinho do Nordeste.
Para mim, como jornalista e comunicador, homenagear o nordestino é homenagear o Brasil.
“Eu quero deixar aqui o meu abraço a cada nordestino que vive em Nova Mutum, em Mato Grosso e em qualquer lugar deste país. Gente que saiu de sua terra em busca de oportunidades, enfrentou distâncias, venceu dificuldades e ajudou a construir o lugar onde hoje vive. Nunca esqueçam suas raízes. O sotaque, a comida, a música, a fé, as histórias dos pais e dos avós fazem parte de quem vocês são. O Nordeste não fica para trás quando a gente parte. Ele vai junto, dentro da gente”, destaca Ed Motta da TV.
Neste 8 de outubro, que a gente celebre não apenas uma região, mas a força de milhões de brasileiros que aprenderam a transformar caminhos difíceis em histórias de vitória.
Porque ser nordestino é carregar uma raiz profunda.
É ter orgulho de onde veio.
É saber que a distância pode separar lugares, mas nunca separa o coração de sua terra.
Parabéns a todos os nordestinos de Nova Mutum, de Mato Grosso e de todo o Brasil!
Hoje é dia de celebrar vocês.
Viva o Nordeste! Viva o nordestino! Viva a força e a diversidade do povo brasileiro!
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