Após mais de uma década da data dos fatos, Paula Cristina foi julgada nesta sexta-feira (28) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Nova Mutum e acabou absolvida das acusações que pesavam contra ela.
Ela respondia a uma ação penal por duas tentativas de homicídio em Nova Mutum, a cerca de 240 km de Cuiabá.
A sessão foi realizada no Plenário do Tribunal do Júri, no Fórum da Comarca de Nova Mutum.
Paula Cristina havia sido pronunciada inicialmente por duas tentativas de homicídio qualificadas.
No decorrer do processo, após recurso, as duas qualificadoras foram afastadas, e as acusações passaram a ser consideradas como tentativas de homicídio simples.
Durante a sessão, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos fatos, mas acolheu a tese apresentada pela defesa e decidiu pela absolvição da ré.
Na votação, foram registrados quatro votos pela absolvição de Paula Cristina.
Com esse resultado, os demais votos ficaram prejudicados, conforme as regras aplicáveis ao julgamento pelo Tribunal do Júri.
A defesa sustentou em plenário a tese de clemência, utilizada para pedir aos jurados a absolvição mesmo diante do reconhecimento da autoria e da materialidade.
Os argumentos apresentados pela defesa foram acolhidos pelo Conselho de Sentença.
Paula Cristina foi defendida pelos advogados Ícaro Freire, Marcio de Deus, Denner Felizardo e Divino Marques.
A decisão encerrou, no âmbito do Tribunal do Júri, uma ação penal que se estendia por mais de dez anos desde a ocorrência dos fatos.
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