Uma operação realizada nesta quinta-feira (25) cumpriu mandados de busca e apreensão durante uma investigação que apura possíveis irregularidades em contratos públicos firmados entre 2017 e 2024.
A ação faz parte de uma apuração do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre suspeitas de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Entre os alvos está o ex-prefeito de Pontes e Lacerda, Alcino Barcelos (PL), atual candidato a deputado estadual por Mato Grosso. A residência de Alcino foi um dos locais onde houve cumprimento de mandado.
De acordo com o Ministério Público, a investigação apura possíveis vínculos entre servidores públicos e pessoas ligadas a empresas contratadas pelo município. Os demais alvos da operação não tiveram os nomes divulgados.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Alcino Barcelos negou irregularidades envolvendo a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda., que também é investigada na operação.
Outro ponto apurado pelo Ministério Público envolve a compra de uma propriedade rural pelo ex-prefeito. Segundo a investigação, a negociação previa o pagamento mediante a entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore.
No entanto, conforme o MPMT, não foram encontrados registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação investigada.
A propriedade rural pertencia a uma das pessoas que também são alvo da investigação, mas a identidade não foi divulgada.
Alcino Barcelos administrou Pontes e Lacerda entre 2017 e 2024 e disputa uma vaga de deputado estadual por Mato Grosso nas eleições de 2026 pelo Partido Liberal (PL).
Contratos somam milhões
Segundo o Ministério Público, foram identificados sete contratos firmados entre a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda. e a Prefeitura de Pontes e Lacerda.
Cinco desses contratos foram celebrados entre 2022 e 2023 e somaram aproximadamente R$ 4,7 milhões. Com atualização monetária, o montante chega a cerca de R$ 5,78 milhões.
As investigações também identificaram possíveis relações familiares, empresariais e funcionais entre servidores públicos e pessoas ligadas às empresas envolvidas nas contratações.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ainda apontaram movimentações financeiras classificadas como suspeitas pelos investigadores.
As apurações seguem em andamento.



















