A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do vereador de Poxoréu investigado por envolvimento no assassinato da jovem Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos. Com a decisão, foi mantida a prisão preventiva do parlamentar, detido durante a Operação Elo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil no último dia 14.
Ao analisar o pedido, a desembargadora responsável pelo caso entendeu que a manutenção da prisão é necessária para garantir o andamento das investigações. Segundo a magistrada, a liberdade do investigado poderia comprometer a produção de provas, influenciar testemunhas e dificultar a identificação de outros possíveis envolvidos no crime.
A defesa sustentou que o vereador colaborou com a investigação ao entregar aparelhos eletrônicos e fornecer as respectivas senhas, além de possuir bons antecedentes, residência fixa e exercer mandato eletivo. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados. A decisão destaca que essas condições, por si só, não impedem a decretação da prisão preventiva quando presentes os requisitos legais.
A investigação ainda busca esclarecer a dinâmica do homicídio, localizar a arma utilizada no crime e identificar eventuais coautores. Conforme a Polícia Civil, a vítima foi morta a tiros dentro de uma casa noturna, em maio deste ano, e a principal linha investigativa aponta que ela teria sido confundida com uma informante da Polícia Militar.
A Operação Elo Oculto continua em andamento e cumpre medidas para reunir novas provas e definir a participação de cada investigado no caso.


















