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Política Terça-feira, 11 de Agosto de 2026, 16:37 - A | A

Terça-feira, 11 de Agosto de 2026, 16h:37 - A | A

mudanças

Governador Otaviano Pivetta terá que escolher novo vice após recuo de Fábio Garcia

Da Redação Destac MT

Reprodução

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) terá que reformular a composição de sua chapa à reeleição após o deputado federal Fábio Garcia (União) desistir de disputar o cargo de vice-governador. A mudança ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Heritage e abre uma nova disputa dentro da base governista para definir quem ocupará a vaga.

Garcia confirmou nesta terça-feira (11) que não seguirá como candidato a vice e decidiu retomar o projeto de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

O deputado já havia sido aprovado em convenção partidária para concorrer novamente ao cargo de deputado federal, mas, durante as articulações políticas para a eleição de 2026, passou a integrar a chapa majoritária encabeçada por Pivetta.

Agora, com a mudança, Garcia volta ao projeto original de permanecer na Câmara.

OPERAÇÃO HERITAGE PESOU NA DECISÃO

A saída de Garcia da chapa ocorre após os efeitos da Operação Heritage atingirem integrantes do grupo político.

Entre as medidas cautelares impostas ao deputado está a proibição de contato com algumas lideranças políticas, entre elas o ex-governador Mauro Mendes (União), que também é candidato ao Senado.

Segundo Garcia, diante dessa situação, presidentes de partidos que integram a base aliada passaram a defender que ele deixasse a disputa pela vice e retomasse a candidatura à Câmara.

“Tem realidades que estão postas na nossa frente e a gente tem que tomar decisão. Vida que segue, levantar a cabeça e seguir trabalhando”, afirmou.

O deputado também disse que foi convencido pelas principais lideranças do grupo a recuar da disputa pela vice.

Apesar da mudança, Garcia negou ter qualquer sentimento de injustiça em relação ao grupo político. Ele lembrou que ocupa funções importantes dentro do mesmo grupo desde 2013, quando assumiu a Secretaria de Governo da Prefeitura de Cuiabá, na gestão de Mauro Mendes.

Ao longo da carreira, também foi deputado federal, senador e chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso.

“Eu fui deputado federal, fui senador da República, chefe da Casa Civil do Governo do Estado de Mato Grosso. Não posso ter esse sentimento de injustiça com meu grupo”, declarou.

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GARCIA NEGA IRREGULARIDADES

A Operação Heritage também colocou Garcia no centro de investigações relacionadas a uma suposta fraude envolvendo um pagamento de aproximadamente R$ 308 milhões feito pelo Governo de Mato Grosso à operadora Oi.

O deputado nega qualquer participação em irregularidades e afirma estar tranquilo em relação às investigações.

“Estou tranquilo. Tenho absoluta convicção dos meus atos e da minha honestidade”, afirmou.

Garcia deverá agora concentrar seus esforços na campanha para tentar renovar o mandato de deputado federal.

FEDERAÇÃO TERÁ QUE ESCOLHER NOVO VICE

Com a saída de Garcia, a indicação do novo candidato a vice-governador ficará sob responsabilidade da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas.

A escolha será feita pelas lideranças que possuem direito a voto na federação.

Pelo União Brasil, participam Mauro Mendes, Jayme Campos, Fábio Garcia, Dilmar Dal Bosco e Aécio Rodrigues.

Pelo Progressistas, os representantes são Margareth Buzetti e Cidinho Santos.

Nos bastidores, três nomes aparecem como os principais cotados para ocupar a vaga.

Entre eles está Gisela Simona (União), suplente de deputada federal. Também são mencionados o ex-senador Cidinho Santos e o ex-deputado federal Nilson Leitão, ambos do Progressistas.

A escolha da federação, no entanto, ainda precisará passar pelo aval de Pivetta, que encabeça a chapa ao governo.

A expectativa é que o novo nome seja anunciado ainda nesta terça-feira (11).

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PIVETTA NEGA CRISE NA BASE

Apesar da mudança na composição da chapa, Pivetta afirmou que a saída de Garcia não provocou uma ruptura entre os partidos aliados.

O governador negou a existência de brigas internas e disse que a decisão foi construída após conversas entre as principais lideranças da base.

“Em nenhum momento ninguém levantou a voz”, afirmou Pivetta.

Segundo o governador, diversos integrantes da base participaram das conversas que levaram à decisão, incluindo deputados e dirigentes partidários.

Pivetta também reafirmou que continua contando com o apoio de Mauro Mendes para a disputa ao Senado e citou Margareth Buzetti como outra candidata apoiada pelo grupo.

“Eu continuo confiando no meu grupo. Eu continuo tendo como meu candidato a senador, primeiro o Mauro Mendes, segundo é a Margareth Buzetti”, declarou.

MUDANÇA NÃO ALTERA PROJETO, DIZ GOVERNADOR

Para Pivetta, a saída de Garcia representa uma mudança na composição eleitoral, mas não altera o projeto político da aliança.

O governador afirmou que o grupo pretende manter a estratégia de continuidade do modelo de gestão implantado em Mato Grosso nos últimos anos.

Segundo ele, a prioridade agora é definir rapidamente o substituto de Garcia e evitar que a mudança provoque prejuízos à campanha.

“É um momento de dar um passo atrás para percorrer o mesmo caminho, com os mesmos objetivos. O que nós queremos é servir Mato Grosso, continuar implementando esse modelo de gestão de resultados que deu certo”, afirmou.

Com isso, a chapa de Pivetta entra em uma nova fase: Garcia deixa a disputa pelo cargo de vice, retorna à corrida pela Câmara dos Deputados e a Federação União Progressista precisa definir quem será o novo nome para completar a composição que disputará o Governo de Mato Grosso em 2026.

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