O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, votou na manhã deste domingo (4), no município de Diamantino (182 km de Cuiabá), sua cidade natal em Mato Grosso. Gilmar votou na Escola Estadual Plácido de Castro, no Centro Histórico do município. Ele deixou o local sem falar com a imprensa.
O ministro chegou a Cuiabá no sábado (3) e permaneceu na Capital antes de seguir para Diamantino neste domingo. Ele integrou o universo de 2.638.230 eleitores aptos a votar no estado, em um pleito que define presidente da República, governador, senadores, deputados federais e estaduais.
No entanto, sites nacionais observaram que o registro em vídeo da votação do ministro mostra Gilmar Mendes com um aparelho celular nas mãos no momento em que realiza seus votos dentro da cabine.
Conforme a Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Lei das Eleições, é terminantemente proibido entrar na cabine de votação com celulares, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro dispositivo eletrônico que possa fotografar ou filmar o voto.
O uso do celular só é permitido na mesa receptora exclusivamente para a apresentação de documentos digitais, como o e-Título, aos mesários. Após a identificação, o eleitor é obrigado a deixar o aparelho no local indicado antes de acessar a cabine de votação.
A legislação determina que a recusa em entregar o dispositivo impede a votação. Além disso, o artigo 312 do Código Eleitoral estabelece que violar ou tentar violar o sigilo do voto é crime, com pena de até dois anos de detenção. A medida busca preservar o sigilo do voto e impedir eventuais pressões ou coações sobre o eleitor.
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