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Política Domingo, 04 de Outubro de 2026, 19:43 - A | A

Domingo, 04 de Outubro de 2026, 19h:43 - A | A

FIM DE CICLO

Após 32 anos, família Riva fica sem mandato eletivo em Mato Grosso

Da Redação

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Pela primeira vez desde 1994, quando José Riva foi eleito deputado estadual, a família Riva ficará sem representação por meio de mandato eletivo em Mato Grosso. O resultado das urnas deste domingo (4) interrompe um ciclo de 32 anos de presença contínua do grupo familiar na política estadual.

Janaina Riva (MDB), deputada estadual desde 2015, foi derrotada na disputa por uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado. Já sua irmã, Jéssica Riva (MDB), que buscava iniciar a trajetória eleitoral, não conseguiu conquistar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Com quase 90% das urnas apuradas, Janaina aparecia na terceira colocação na disputa pelo Senado, com 14,3% dos votos válidos. Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL) foram eleitos.

Durante a campanha, Janaina apareceu entre os primeiros colocados em diferentes pesquisas de intenção de voto e chegou à reta final figurando na faixa de eleição. Na manhã deste domingo, antes de votar, afirmou que não trabalhava com a possibilidade de derrota.

A campanha, no entanto, foi marcada por ataques políticos e questionamentos de adversários. Um dos pontos explorados foi a composição de sua chapa de suplentes.

Danilo Berndt Trento ganhou projeção nacional durante a CPI da Pandemia. O outro suplente, Rafael Yamada Torres, é delator premiado e foi denunciado em uma ação relacionada a contratos de manutenção de rodovias em Mato Grosso.

Outro tema utilizado pelos adversários foi o histórico político de José Riva. Ex-deputado estadual, ele encerrou a carreira política em 2014 e posteriormente foi preso. Riva firmou acordo de colaboração premiada e assumiu o compromisso de devolver R$ 92 milhões aos cofres públicos.

Durante a campanha, adversários de Janaina chegaram a sugerir que, caso ela fosse eleita senadora, o pai poderia exercer influência sobre o mandato.

José Medeiros também chamou Janaina de "candidata do STF" e falou em "ajudinha do Xandão". As declarações faziam referência a uma decisão do Supremo Tribunal Federal que alterou a divisão do tempo de propaganda eleitoral da coligação Coração da Gente.

O atual mandato de Janaina na Assembleia Legislativa termina em 31 de janeiro de 2027. Com a derrota para o Senado, ela ficará sem mandato eletivo a partir de fevereiro.

Jéssica Riva também não consegue vaga

Irmã de Janaina, Jéssica Riva buscava estrear na política eleitoral disputando uma cadeira de deputada estadual pelo MDB. A candidatura foi consolidada apenas na reta final da pré-campanha, próximo ao prazo para a realização das convenções partidárias.

Inicialmente, Jéssica chegou a ser cotada para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Posteriormente, porém, foi direcionada para a disputa pela Assembleia Legislativa.

Nas urnas deste domingo, ela não conseguiu votos suficientes para conquistar uma das 24 cadeiras do Legislativo estadual.

Com Janaina derrotada para o Senado e Jéssica fora da Assembleia, a família não terá representante com mandato eletivo no estado pela primeira vez em mais de três décadas.

Ciclo começou com José Riva em 1994

A presença da família Riva na política estadual começou em 1994, quando José Riva foi eleito deputado estadual.

Ele permaneceu por cerca de duas décadas na Assembleia Legislativa e se tornou uma das principais lideranças políticas do Parlamento mato-grossense no período. Ao longo da trajetória, ocupou sucessivamente cargos como presidente, vice-presidente e primeiro-secretário da Casa — função que concentrava a ordenação de despesas do Legislativo.

Riva também acumulou processos e condenações por atos de improbidade e crimes relacionados à administração pública. Em 2014, encerrou sua trajetória eleitoral e, posteriormente, chegou a ser preso.

O ex-deputado ainda firmou acordo de colaboração premiada e assumiu o compromisso de devolver R$ 92 milhões aos cofres públicos.

Depois da saída de José Riva da política eleitoral, Janaina manteve a família no Legislativo ao ser eleita deputada estadual em 2014 e assumir o primeiro mandato em 2015.

Agora, com o mandato de Janaina terminando em janeiro de 2027 e Jéssica sem conseguir uma cadeira na Assembleia, chega ao fim uma sequência iniciada há 32 anos.

 

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