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Polícia Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 17:52 - A | A

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POSSÍVEL MOTIVAÇÃO PASSIONAL

Suspeito denunciou suposto romance da esposa com policial antes do assassinato

Da Redação Destac MT/G1

Reprodução

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As investigações sobre o assassinato do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão revelaram que o principal suspeito, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, já havia procurado a polícia meses antes do crime para relatar um suposto relacionamento extraconjugal entre sua esposa e o militar.

A informação foi confirmada nesta quarta-feira (5) pelo delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso. Segundo ele, Jonathan registrou um boletim de ocorrência alegando que a mulher mantinha um envolvimento amoroso com Renato havia cerca de dois anos. No documento, o investigado afirmou que buscava resguardar seus direitos e solicitava providências das autoridades.

Para a Polícia Civil, esse registro passou a integrar o conjunto de provas analisadas no inquérito e reforça a hipótese de que o homicídio foi planejado. Além do boletim, os investigadores apuraram que Jonathan teria procurado o policial poucos dias antes do assassinato no local onde ele costumava ministrar aulas de jiu-jítsu.

Conforme o delegado, ao longo das investigações surgiram diversos relatos indicando que o suspeito demonstrava inconformismo com o suposto relacionamento e vinha apresentando comportamentos considerados preocupantes antes do crime.

Outro ponto que chamou a atenção da polícia ocorreu cerca de três dias antes do homicídio. Segundo as investigações, Jonathan entrou em contato com a esposa de Renato e contou sobre o suposto caso extraconjugal. Acreditando que a situação havia sido encerrada após essa conversa, ele teria descoberto posteriormente que o policial voltou a manter contato com sua esposa.

As apurações também indicam que Jonathan sabia que Renato era integrante da Polícia Militar e, mesmo assim, teria decidido colocar o plano em prática. A esposa da vítima já prestou depoimento e confirmou que tinha conhecimento do relacionamento extraconjugal. Já a mulher do suspeito ainda não foi localizada e deverá ser ouvida nos próximos dias.

Jonathan permanece preso e deve passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira (5). Após o procedimento, ele ficará à disposição da Justiça enquanto o inquérito prossegue.

Em manifestação encaminhada ao g1, a defesa informou que não comentará o mérito da investigação neste momento. Os advogados destacaram apenas que o investigado é réu primário, possui residência fixa, exerce atividade profissional lícita e pretende colaborar com o esclarecimento dos fatos.

A defesa também sustentou que existem registros de desentendimentos e ameaças envolvendo Jonathan e Renato ocorridos antes do homicídio. Segundo os advogados, essas circunstâncias serão apresentadas ao Poder Judiciário durante a tramitação do processo.

Entenda o caso

O cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão foi assassinado na noite de terça-feira (4), enquanto ministrava uma aula de jiu-jítsu em um projeto social realizado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.

De acordo com a Polícia Civil, Jonathan invadiu o espaço onde a atividade era realizada e efetuou aproximadamente seis disparos contra o policial. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade.

Logo após os disparos, participantes da aula conseguiram imobilizar o suspeito até a chegada de equipes da Polícia Militar. Em seguida, ele foi preso em flagrante e levado para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do bairro Parque do Lago.

O corpo do cabo Renato será velado a partir das 21h desta quarta-feira (5), na Capela Bom Jesus, em Várzea Grande.

A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, imagens e demais provas para esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar a motivação e concluir o inquérito que será encaminhado ao Poder Judiciário.

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