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Polícia Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 10:15 - A | A

Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 10h:15 - A | A

MEGAOPERAÇÃO

Polícia cerca organização suspeita de lucrar R$ 10 milhões com o tráfico em Mato Grosso

Da Redação Destac MT

Uma operação realizada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3) cumpre 104 ordens judiciais contra um grupo investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e posse ilegal de arma de fogo em Lucas do Rio Verde e cidades da região. A ação é resultado de uma investigação que apontou a atuação de uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 10 milhões em cerca de 11 meses.

Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 determinações de bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados.

As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.

Batizada de Operação Ragnarok, a ofensiva é fruto de uma investigação iniciada após a prisão em flagrante de dois suspeitos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, entre julho e agosto de 2025. A partir desse caso, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa organizada, com mais de 50 pessoas envolvidas na comercialização de drogas e na movimentação de recursos obtidos de forma ilícita.

Reprodução

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Esquema usava empresa de fachada para ocultar dinheiro
Durante as investigações, foi identificado um núcleo responsável pela administração financeira da organização criminosa.

Quatro mulheres atuavam no recebimento e na distribuição do dinheiro arrecadado com a venda de drogas e com cobranças relacionadas ao comércio de entorpecentes.

Os valores eram transferidos entre diferentes investigados e, posteriormente, enviados para a conta de uma empresa apontada como de fachada, utilizada para esconder a origem do dinheiro.

A estratégia incluía diversas movimentações bancárias entre pessoas físicas para dificultar o rastreamento dos recursos.

Alguns dos envolvidos movimentaram quantias milionárias, apesar de não apresentarem renda compatível com os valores registrados nas contas.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Paula de Fátima Moreira Barbosa, o dinheiro era distribuído entre vários integrantes da organização antes de chegar ao responsável pela gestão financeira da facção, que estaria no estado do Rio de Janeiro.

As ordens judiciais têm como objetivo prender os investigados, reunir novas provas e enfraquecer a estrutura financeira do grupo criminoso, que, segundo a investigação, sustentava as atividades ligadas ao tráfico de drogas.

 

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