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Política Quinta-feira, 04 de Junho de 2026, 15:42 - A | A

Quinta-feira, 04 de Junho de 2026, 15h:42 - A | A

BRIGA POLÍTICA

Presidente do Partido Novo relata perseguição por causa de adesivo político e diz ter vivido momento de terror

Da Redação Destac MT

A presidente do Partido Novo em Rondonópolis, Raquel Mattei, afirmou ter sido perseguida e intimidada por um motorista enquanto trafegava pela cidade. Segundo ela, a motivação da perseguição teria sido um adesivo do pré-candidato a deputado federal Vinícius Santana (Novo) fixado em seu veículo.

O relato foi divulgado pela própria dirigente partidária nas redes sociais. De acordo com Raquel, o motorista a seguiu por mais de quatro quilômetros, realizou manobras perigosas e teria jogado a caminhonete contra seu carro diversas vezes. Ela também afirmou que o homem a acompanhou até a entrada do condomínio onde mora.

No momento do ocorrido, Raquel estava acompanhada da filha.

“Fui perseguida, humilhada, xingada pelas palavras mais horríveis, por um homem furioso, que me perseguiu por mais de 4 km. Ele jogou a caminhonete em cima do meu carro várias vezes, quase provocando um acidente. Foi uma das cenas mais terríveis que eu já vivi”, escreveu.

Segundo a presidente do Novo, inicialmente ela não entendeu o motivo da agressividade do motorista. Posteriormente, concluiu que a situação estaria relacionada ao adesivo político exibido no automóvel.

“Demorei um pouco para entender o porquê daquele ódio todo, até descobrir que tudo isso era por conta de um adesivo que estava atrás do meu carro, do pré-candidato Vinícius Santana”, relatou.

Raquel afirmou que ficou em choque diante da situação e disse que nunca imaginou passar por algo semelhante em Rondonópolis.

“Fiquei em choque, até sem reação, pois nunca pensei em viver isso na minha cidade. Rondonópolis sempre me pareceu segura e hoje fui surpreendida de forma agressiva e perigosa”, declarou.

Ela também afirmou que o motorista continuou a perseguição até a entrada de seu condomínio.

“Um homem covarde me perseguiu até a entrada do meu condomínio. Não sei o que ele queria fazer comigo e minha filha, mas sei que sentimos muito medo”, disse.

Ao comentar o episódio, Raquel classificou o caso como um exemplo de intolerância política e defendeu o respeito às diferenças de opinião.

“A intolerância política é algo que não podemos aceitar. Além disso, duvido que ele tivesse feito isso com um homem”, escreveu.

Após a repercussão do relato, o pré-candidato do Partido Novo ao governo de Mato Grosso, Marcelo Maluf, manifestou solidariedade à correligionária e cobrou a apuração do caso.

“Muito indignado com esse caso envolvendo minha amiga Raquel Mattei, presidente do Partido Novo em Rondonópolis. Não podemos tolerar que uma mulher seja perseguida, intimidada ou ofendida por suas posições políticas”, afirmou.

Maluf também destacou que divergências ideológicas não podem justificar ameaças ou perseguições.

“A democracia exige respeito, mesmo quando existem divergências. Quando a intolerância ultrapassa os limites do debate e se transforma em perseguição, toda a sociedade perde”, declarou.

 

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