O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial contra Lula (PT). Os dois se reuniram em Goiânia e fizeram o anúncio ao lado dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Daniel Vilela (MDB), ambos reeleitos no último domingo (4).
Caiado fez diversas críticas a Flávio ao longo da campanha e chegou a chamá-lo de “um dos maiores assaltantes do Brasil”. Na propaganda eleitoral, o ex-governador afirmou que “tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão”. Caiado também fez publicações nas redes sociais citando a ligação do senador com o caso “Dark Horse” e o Banco Master.
Após o anúncio do apoio, Flávio prometeu adotar propostas defendidas por Caiado na área da segurança pública. O candidato também defendeu a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal, afirmando que menores que cometerem crimes deverão “pagar como adultos”.
“A gente vai arregaçar com vagabundo”, afirmou Flávio.
“O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção”, declarou Caiado.
Ao ouvir gritos de “ministro”, Caiado respondeu: “Nesse assunto, precisamos respeitar o presidente da República”. Há especulações sobre a possibilidade de Caiado assumir um ministério em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro.
Durante o discurso, Caiado também afirmou que sua mulher, a senadora eleita Gracinha Caiado (União), apoiaria no Senado as propostas apresentadas por Flávio caso ele seja eleito.
“Gracinha estará no Senado para lhe ajudar a aprovar todas as matérias”, disse Caiado.
Flávio afirmou ainda que o Brasil elegeu, no domingo, um Congresso mais à direita e declarou que esse grupo teria maioria para eleger os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, além de promover mudanças na Constituição. O candidato não detalhou quais alterações pretende defender.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança da disputa presidencial, com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. Caiado ficou na quinta colocação, com 2,18%, atrás de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Apesar do apoio de Caiado, o PSD manteve posição de neutralidade e liberou os filiados para escolherem quem apoiar no segundo turno.
Em comunicado, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que, diante da diversidade de cenários eleitorais nos estados e da liberdade concedida às direções estaduais para construir alianças, o partido decidiu manter a mesma diretriz nacional.
A federação formada por PP e União Brasil, que também adotou neutralidade no primeiro turno, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro na segunda etapa da eleição. Flávio também mantém negociações com o Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas.
Zema também apoia Flávio
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
“Dia 25, é derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, afirmou Zema em vídeo publicado nas redes sociais.
Zema também defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ex-governador, a mensagem enviada pelos eleitores nas urnas foi “clara” e a direita conseguiu eleger um número de senadores que, na avaliação dele, seria suficiente para aprovar processos de afastamento de integrantes do Supremo.
Candidato do Novo à Presidência, Zema recebeu 326.488 votos e terminou a disputa em sexto lugar.
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