Os preços do óleo de soja registraram alta no mercado internacional na última semana, impulsionados pelo aumento das expectativas em torno da produção de biocombustíveis nos Estados Unidos.
As informações constam em boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Entre os dias 18 e 22 de maio, as cotações do óleo de soja na Bolsa de Chicago avançaram 1,13% em relação à semana anterior, fechando com média de US$ 75,03 por libra-peso.
Segundo o Imea, o movimento foi sustentado principalmente pelas revisões positivas divulgadas pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) para a produção de biodiesel e HVO em 2026. O HVO é um tipo de diesel renovável produzido a partir de óleos vegetais e gorduras.
Outro fator que ajudou a fortalecer os preços foi a valorização do petróleo Brent, que subiu 2,50% no período.
Com o petróleo mais caro, os biocombustíveis se tornam mais competitivos, aumentando o interesse pelo óleo de soja usado na produção desse combustível.
Enquanto o óleo apresentou valorização, o farelo de soja seguiu o caminho contrário.
O produto teve queda de 1,31% na comparação semanal e foi cotado, em média, a US$ 331,70 por tonelada.
De acordo com o boletim, a retração está ligada à expectativa de aumento da oferta global de farelo.
Isso ocorre porque a maior demanda por óleo de soja para biocombustíveis tende a estimular o processamento da soja, elevando também a produção do farelo, que é um subproduto utilizado principalmente na alimentação animal.


















