Os dados fazem parte do projeto CPA-MT, realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Senar-MT. No período analisado, o custo operacional total (COT) caiu 0,60%, para R$ 6.057,70 por hectare. Já o custo operacional efetivo (COE) recuou 0,63%, chegando a R$ 5.493,40 por hectare.
A redução dos custos ocorreu em meio à melhora na logística do Oriente Médio. Com a normalização do fluxo de transporte, as exportações foram retomadas e as condições de negociação para os compradores melhoraram, pressionando os preços dos fertilizantes. No entanto, o atraso nas compras pode concentrar a demanda nos próximos meses e provocar uma nova alta nos valores.
Os gastos com defensivos também registraram queda de 0,32% em junho, para R$ 913,04 por hectare. Em contrapartida, o custo com sementes aumentou 0,95%, alcançando R$ 848,78 por hectare.
De acordo com o levantamento, a alta no preço das sementes limitou uma redução mais expressiva no custo de custeio, que ficou em R$ 3.767,37 por hectare, após queda mensal de 0,84%.
Milho precisa superar R$ 47 para cobrir custo total
Com uma produtividade estimada em 128,64 sacas por hectare na safra 2025/26, o produtor de Mato Grosso precisaria vender a saca de milho por pelo menos R$ 42,70 para cobrir o custo operacional efetivo (COE). Para alcançar o custo operacional total (COT), o valor necessário sobe para R$ 47,09 por saca.
O preço médio mensal projetado para o milho da safra 2026/27 ficou em R$ 44,76 por saca. Dessa forma, a cotação permanece acima do ponto de equilíbrio do COE, mas ainda abaixo do valor necessário para cobrir todos os custos operacionais.
O cenário indica que, apesar da redução mensal das despesas, a margem de lucro do produtor continua pressionada. A diferença entre o preço médio da saca e o custo total reforça a importância do controle dos gastos e do planejamento do momento de venda da produção.


















