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Agronegócio Terça-feira, 18 de Agosto de 2026, 13:59 - A | A

Terça-feira, 18 de Agosto de 2026, 13h:59 - A | A

safra 2025/26

Milho chega a 64,29% de comercialização em Mato Grosso na safra 2025/26

Da Redação Destac MT

Reprodução

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O avanço das usinas de etanol na compra de milho está mudando a dinâmica do mercado em Mato Grosso. Com uma produção recorde, o Estado também passou a contar com uma demanda interna mais forte, ajudando a acelerar as negociações e sustentar os preços do cereal.

Na safra 2025/26, a comercialização chegou a 64,29% da produção estimada até julho, avanço de 13,69 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O resultado também ficou 3,18 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra passada.

A melhora nas cotações foi um dos fatores que estimularam os produtores a vender parte da produção. A média de preço da safra avançou 2,34% em julho, alcançando R$ 44,06 por saca.

Além do mercado externo, as indústrias instaladas dentro do próprio Estado ganharam espaço na disputa pelo milho. As usinas de etanol vêm aumentando a compra do cereal utilizado como matéria-prima, criando uma alternativa importante para o produtor e fortalecendo a demanda regional.

Essa maior participação das indústrias ajuda a explicar por que a grande oferta da safra não provocou uma pressão maior sobre os preços. Com as usinas buscando garantir o abastecimento, o mercado interno passou a disputar diretamente o milho com os compradores internacionais.

Próxima safra tem vendas mais lentas

O cenário é diferente quando se olha para a safra 2026/27. Até julho, apenas 10,62% da produção projetada havia sido comercializada, crescimento de 2,80 pontos percentuais no mês.

Apesar do avanço, o percentual ainda está 0,39 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior.

Entre os fatores que deixam o produtor mais cauteloso estão as incertezas climáticas associadas ao El Niño e a elevação dos custos de produção. Diante de um cenário de maior risco, muitos produtores optam por manter parte da produção armazenada e esperar condições mais favoráveis para negociar.

Mesmo com o ritmo mais lento das vendas antecipadas, os preços projetados para a próxima safra seguem em alta. Em julho, a média avançou 3,08%, chegando a R$ 46,12 por saca.

Os números mostram, portanto, dois movimentos distintos: enquanto a safra atual ganha velocidade nas vendas impulsionada pela demanda interna e pela melhora dos preços, a próxima temporada começa com produtores mais cautelosos e menos dispostos a fechar negócios antecipadamente.

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